O presente trabalho fez parte do projeto "A Arte da convivência" realizado em 2009 UEB Gomes de Sousa, em São Luis - Maranhão. Seu subtema "Tolerância Religiosa" surgiu devido o número elevado de conflitos étnicos e religiosos entre os alunos do 6º ano desta escola, que freqüentemente se ofendiam com palavras hostis e até agressões físicas. Diante disto a professora de História, Nila Michele, em parceria com a professora de Matemática, Socorro Pereira, buscaram transformar suas aulas em espaços de debates sobre a diversidade cultural.
Evidenciou-se que desde os tempos mais remotos os homens sempre sentiram a necessidade de cultuar uma ou várias entidades místicas e suas experiências com o sagrado produziram ao longo da história varias religiões. Infelizmente o choque religioso-cultural dos diferentes povos acabou por produzir conflitos e guerras, esquecendo em boa parte os princípios de sua própria religiosidade. Pensando o ensino da História numa perspectiva prazerosa e com metodologias inovadoras, transformamos a sala de aula em universo de pesquisa, no qual os alunos mergulhavam no cotidiano e na cultura de cada povo estudado. Aproveitando seus imaginários construímos um roteiro de filme, no qual os alunos foram atores, produtores, cinegrafistas etc. nascendo assim o filme COEXISTIR É POSSÍVEL, exibido para a escola e comunidade.
O conhecimento da História foi essencial para a desmistificação de preconceitos possibilitando uma convivência mais harmoniosa entre os alunos.
Categoria:
Educação
Palavras-chave:
Educação Pluralidade cultural Preconceito Religiosidade Diversidade
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Local: SAO LUIS
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Comentário de Nila Michele em 16 fevereiro 2012 às 1:49 Que bom que concorda comigo Rafael, promover uma educação que garanta as diferenças e mantenha a igualdade é o grande desafio de nossa profissão e pequenas ações como um filme feito com máquina fotográfica transforma a vida de muitos alunos.
Comentário de Rafael Victor de Jesus Martins em 14 fevereiro 2012 às 12:51 É importante promover esse tipo de ação pra combater o preconceito e a intolerância, que muitas vezes nasce da falta da informação e da demonização que as religiões dominantes promovem diante das demais religiões! Educar para que as novas gerações possam ter mais informações e sejam mais respeitosas com os credos religiosos contrários aos seus, acho fundamental para que de fato acha uma coexistência saudavel!
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Margaret Thatcher foi tão icônica, que há uma anedota inglesa sobre o menininho que perguntou ao professor de História se homens podiam ser primeira-ministra. [...] Thatcher é, portanto, uma personagem muito importante quando se pensa em mulheres ocupando o comando de nações.
A Dama de Ferro tem como foco principal a senil ex-primeira-ministra da Inglaterra. As memórias da sua trajetória política são fragmentadas e pontuadas com alucinações nas quais ela imagina que seu marido, Denis Thatcher (Jim Broadbent), ainda está vivo. Tudo que vemos do tempo de Thatcher adolescente, postulante à carreira política, mãe, ministra da educação, primeira-ministra é flashback. E tudo, como já pontuei, muito fragmentado.
Como a longa trajetória política de Thatcher como primeira-ministra é detalhe, algumas questões não são tocadas, como a aliança com Ronald Reagan o fim da Guerra Fria e a questão irlandesa. Parecem omissões propositais, especialmente, o caso Reagan. De resto, a trajetória política e mesmo a vida de Thatcher é mostrada como memória fragmentada. Sabemos que desde cedo ela se interessa por política, que seu pai era atuante em sua cidade, que ele a incentivava, enquanto sua mãe a puxava para a cozinha. Sabemos que ela era pobre, que teve que se esforçar para conseguir ir para Oxford. Mas o que ela estudou mesmo? Daí, pulamos para o início de sua carreira política e seu encontro com o marido. E vamos de salto em salto. Opção? Sim, mas quem saiu perdendo foi o filme. O destaque maior desses saltos são as cenas de arquivo mostrando as manifestações, os embates entre manifestantes e a polícia, e a violência da repressão.
O desempenho de Meryl Streep como Thatcher foi soberbo. Algumas cenas são fantásticas, mas o mérito é dela, não do roteiro ou da direção.
Por: Valeria Fernandes (shoujofan)
Fonte: Texto na integra:
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